terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Monumentos Londrinos

A Lalá anda tão eufórica com a nossa ida a Londres que no nosso encontro de 6ªfeira no bar do costume confessou:
-Estou ansiosa por tirar fotos ao pé do Big Brother!
-Hein?
-Ai que disparate. Aquele relógio! O...O...O Big Bang!
-Hein?
-Ai Rapariga! Ás vezes parece que sou disléxica! O Big Bell!
-Desculpa!?
-Epah! Já me enganei três vezes mas tu entendeste... eu estou a falar do Big Sam!!!
E ainda estavamos nós a falar português...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Assunto delicado

Como boa samaritana que (por vezes) sou, acompanho, fielmente, os meus estimados amigos nas suas pioneiras incursões por zonas de supermercados nunca antes por eles exploradas.
Tenho amigos que desconheciam a existência de peixe fresco (e eu estive lá na primeira vez que trocaram os croquetes e as pizzas pela bela da posta de salmão), outros desconheciam os produtos "anti-bolor" para limpar a zona do duche e eu partilhei com eles a minha sabedoria, alguns desconheciam a existência do tomate "cherry" (tão prático e apetitoso!) e eu estive lá quando exclamaram "Que fixe!"...
Ohhh! Posso relembrar tantas outras descobertas realizadas por inocentes temerários nesses corredores das grandes superfícies comerciais...
Num tempo não muito longínquo estava eu num centro comercial com um amigo e decidi explorar essas maravilhosas e nutritivas massas "tortelloni", uma vez que são possiveis os mais diversos recheios. Eis que o estimado amigo em questão me distrai e me chama com um ar compremetido.
De olhar maroto e face corada segreda: "Vem até aquela secção preciso da tua opinião!"
Solicita, eu fui (imaginando que quisesse uma opinião sobre os diversos tipos e graus de eficiência das diferentes esfregonas em exposição).
Quando chego ao corredor que ele almejava estudar (posso dizer que um dos mais concorridos do supermercado, a julgar pela quantidade de carrinhos estacionados em segunda fila) reparo que estávamos no corredor dos métodos contraceptivos e acessórios de diversão ah e tal...
Já lançada para discutir com ele os melhores artigos de acordo com as suas preferências, vejo-o vermelhaço e a dar meia volta: "Demasiado movimento, demasiado movimento...voltamos mais tarde!". Obrigada meu caro amigo, tarde demais, já estou sozinha a olhar atentamente para a dita secção! (Há lá coisa pior que ter a fama e não ter o proveito?).
Dei meia volta e repouso o olhar nos condicionadores capilares (sei que é uma coisa tipicamente feminina então deve disfarçar).
Minutos depois o amigo (o meu) puxa-me o braço e lá vamos direitinhos aos expositores, mas não sei porque precisou ele da minha companhia se foi directo aos objectos que queria comprar: uma caixa de preservativos (sensitive something) e uma embalagem de ************. E já está, não entendi o problema dele, foi rápido e indolor e assim prosseguimos as compras semanais.
Intermináveis minutos depois (e ainda dizem que as mulheres é que demoram horas no supermercado) rumamos finalmente á caixa (com o carrinho relativamente vazio e a metade dele muito mais cheia que a minha). Cuidadoso o meu amigo diz:
- Vai tu á frente, assim não precisas de ter vergonha por causa dos meus artigos... como dizer? humm... "especiais".
- Tanto me faz, vê lá, como preferires.
- Vai lá, vai lá!
Pago com o uma nota de dez euros os meus poucos artigos (sobretudo géneros alimentícios) e ainda recebo troco. Já estou a olhar para o multibanco e a pensar que provavelmente já não tenho saldo para levantar dinheiro quando ele diz á senhora da caixa:
"Não entendo, veja lá que ainda antes de aqui vir eu fiz uma compra e veja, tenho saldo, veja o meu extracto bancário!!!"
E lá vai ele ao multibanco tentar levantar dinheiro...ainda visitou três máquinas, mas devido a problemas de comunicação as tentativas não foram bem sucedidas....
E SIM! SIM ! QUEM PAGOU OS ARTIGOS ESPECIAIS DA CRIATURA??? Eu ! EU! "Deixa lá amorzinho (!!!!!!) eu pago!" E com Visa!
AGGGAHHAHAHHAHAH !Pior que não ter o proveito foi ter a fama e ainda arcar com a despesa! E com direito a discriminação de artigos no talão do crédito!!! Não se faz!
Pelo menos o tal amigo saiu precavido e satisfeito da história...


sábado, 17 de janeiro de 2009

Os homens gostam de mulheres com great body ou great personality. O busílis é atingir um destes estatutos e não ficar para Titi.
A pen dada não se olha os gigas!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Planeta com luz própria


As lojas dos chineses são aquela galáxia infindável de objectos úteis e (semi)preciosos. Sempre que entro numa, ultimamente, lembro-me de um excelso amigo meu que não entende a proximidade dos Estados Unidos em relação à China. Para ele, e desde tenra idade, devido aos métodos pouco explicitos da sua professora da escolaridade básica, a Terra é plana. Ele lembra-se claramente dos mapas em papel A4. Não há dúvidas, os Estados Unidos estão desenhados na zona da margem esquerda da folha e a China descansa sobre a margem direita da mesma folha. Para voar de um país ao outro são precisas demasiadas horas a julgar pelo facto de ser necessário percorrer todo um Mapa Mundo.
Desta forma, cada vez que entro numa loja de artigos chineses penso que efectivamente devia comprar-lhe um Globo Mundo para ver se ele abandona a medieval ideia do Mapa Mundo.
Pensei em dar-lhe um bem grande, bonito, podia até ser daqueles com luz incorporada que fazem companhia às crianças na hora de adormecer. Mas alguém me advertiu : "Não podes comprar um desses com candeeiro incorporado...Não vá ele pensar que a Terra é um planeta com LUZ PRÓPRIA!"
Pergunta: Desenhe um método de controlo de pragas.

Resposta:

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Como anestesiar um gato agressivo

Não há dia em que o comum veterinário de clínica de animais de companhia não se depare com gatos agressivos. As pequenas pestes não gostam de colaborar e a tradicional cacetada na nuca não funciona como indução anestésica (os sacaninhas são fugidios). Então, como anestesiar o demo?

Aqui vão os passos a seguir na indução da anestesia de uma mascote assassina:
  1. Abrir o caixote do lixo
  2. Atirar o gato para dentro do caixote do lixo e fechar a tampa
  3. Atirar rapidamente um pano embebido em éter para dentro do caixote do lixo (apenas entreabrir a tampa)
  4. Esperar que o caixote deixe de saltar
  5. Retirar o gato
  6. Levar o gato a um veterinário agradecido

É um processo aprendido em aulas de Anestesiologia e é totalmente científico.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

What do you say to a man with two black eyes?

Nothing he'd already been told twice.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Comer um Ferrero Rocher


Comer um Ferrero Rocher é uma arte que nem todos sabem apreciar. Para desfrutar verdadeiramente este singular bombom uma pessoa deve estar no conforto e intimidade do seu lar, pois comê-lo em público é considerado na sociedade ocidental um acto pouco fino, ou como muitos dizem hoje em dia, "um nojo". Excepto em Itália, onde já nascem a saber comer um Ferrero Rocher.

É que comer um Ferrero Rocher, apreciando-o como um perito, implica comer o bombom às camadas.

Assim, primeiro trinca-se a cobertura de chocolate e avelã aos bocadinhos, com o cuidado de não partir a delicada bolacha wafer que está por baixo. Nesta etapa caem muitas milgalhas de chocolate-avelã e é para isso que serve o papel castanho; não é um adorno inútil e imagem de marca deste famoso pecadilho da Ferrero.

Chega a vez de desfazer a concha crocante de wafer. O wafer pouco doce faz um "reset" às papilas gustativas, preparando-as para receber, em todo o seu esplendor, o chocolate, aquele nutella cremoso e mole que se cola nos dedos à medida que vamos desfazendo o wafer. É nesta fase que o indicador e o polegar ficam cheios de chocolate meio chupado e as comissuras labiais estão saborosamente castanhas. É precisamente neste momento que uma pessoa entre em delírio com o bombom e coincide com a fase menos aceite socialmente da degustação do chocolate.

E finalmente, depois de saborear o creme de chocolate vem o clímax - desfazer a avelã inteira e torrada nos dentes molares; e temos novamente a combinação divina de chocolate (residual na boca mas ainda com uma forte presença) e avelã, mas com uma nova e supreendente textura. Depois do êxtase, deixa-se repousar a boca durante uns momentos, enquanto se pensa no prazer que foi comer o Ferrero Rocher. Nestes instantes, a sala, esquecida por completo, torna-se de novo real e apercebemo-nos, então, que temos na mão o papel castanho com migalhas de chocolate e avelã. Com o indicador apanham-se delicadamente as migalhas e saboreiam-se as mesmas saudosisticamente.

Sugiro que experimentem comer um Ferrero Rocher como ele deve ser comido, como ele foi feito para ser comido, ao som do 2º andamento da 7ª sinfonia de Beethoven. Ponham a música a correr e iniciem o ritual, descascando lentamente o bombom, saboreando-o por etapas, sentados no conforto do sofá da sala de estar. Nunca mais quererão colocar um Ferrero Rocher inteiro na boca.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O chá é diurético e o café é laxante.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A vida só vale a pena se nos expusermos ocasionalmente a situções de perigo que a tornem emocionante.

Há quem faça bungee jumping. Há que atravesse a passadeira muito devagarinho quando está vermelho para os peões.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Esclarecimento

Muitos amigos meus não ligados à música me perguntam:

"Qual é diferença entre escrever dó # e b? Soa igual!"

Escrever um dó # em vez de um b é mesma coisa que escrever "Essa de Queirós, ora eça!"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Pergunta: Faça o fluxograma do surimi.

Resposta: O que é o surimi?...

Sonhos

Desde pequena que me dizem:
"Nunca desistas dos sonhos!"
Depois de anos a perseguir alguns (que se escapam pois são atletas de alta competição), encontrei uma explicação (bastante natalícia por sinal): nunca me disseram a frase até ao fim, e eu, qual sonhadora interpretei mal. O que realmente me queriam dizer era:
"Nunca desistas de um sonho, se não houver numa pastelaria, vai a outra!"
DECRETO-LEI Nº 276/2001

CAPÍTULO III
Normas para o alojamento de reprodução, criação, manutenção e venda de animais de companhia

Artigo 31º

b) Não é admitida a manutenção de peixes vermelhos em aquários de forma esférica.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sistemas Binários


Hoje, decidi telefonar a um amigo para partilhar uma deliciosa descoberta...
Um outro amigo meu, que é Astrofisico, falou-me das estrelas binárias.
Segundo ele, de uma forma muito simples e para que uma criança de três anos possa entender, Estrelas Binárias são duas estrelas que orbitam uma em torno da outra, sendo uma sempre maior e que à vista desarmada podem ser vistas como uma só...
Comentava com o meu amigo ao telefone que este sistema tem algo de romântico, afinal estão ali as duas, a orbitar, como uma só... quando ele me diz:
"Ah pois é, muito romântico, mesmo.. afinal orbitam uma CONTRA a outra!"
Não há esperança...ligada ao amor, hoje em dia, vem sempre a violência doméstica!

Realmente a próstata é um orgão que não me faz falta nenhuma! - Parte II


Eu sou uma pessoa muito querida e adorada na minha rua! Tão adorada, mas tão adorada, que exerço em dias não previamente estipulados, consultas de terapia aos transeuntes, vizinhos e afins. (Uma terapia qualquer, é irrelevante qual!)
As consultas são dadas gratuitamente, sem acordo prévio com a minha pessoa e julgo que se iniciam espontaneamente devido ao meu olhar calmo e maternal…
Ainda a semana passada o arrumador mais competente da minha rua (não é ironia, ele é mesmo bom no que faz e é muito correcto e educado) iniciou o seguinte diálogo com a minha pessoa:
-Olá vizinha, ‘tá boa?
-Bem muito obrigada e você?
(ERRO! Se não queremos ouvir, não devemos perguntar…)
-Sabe, dia 18 de Novembro fiz anos…sabe, olhe 2 semanas no hospital! Ia-me morrendo!
-Ah sim? Então?
-Olhe, nesse dia vizinha comi tanto marisco e bebi tanta cerveja que me atacou aqui!
(coloca a mão sobre o “flanco direito” na zona da última costela)
-Ah estou a ver…atacou-lhe o Fíg….
-Como se chama este órgão pah! Aqui.Ai…atacou-me a próstata!
-Ui! (A minha cara maternal transfigurou-se e deu lugar a um esgar…um esgar de dor e contenção…não me podia rir ...afinal ele quase morreu!)
-Sabe vizinha, tenho que ter cuidado, porque eu já não tenho pai nem mãe.
Blá, blá, blá blá…mas eu só conseguia pensar na próstata… será que a pobrezinha ficou afectada porque os arrumadores não têm o hábito de ingerir marisco?
O Monsanto tem o seu encanto!

domingo, 14 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

O poder do vermelho

Na sexta-feira fui ao Colombo em busca das prendas de Natal e aproveitei para ir ao supermercado porque precisava comprar leite e acetona.

E claro, coisas estranhas aconteceram, provavelmente porque vestia um casaco vermelho e as pessoas pensaram automaticamente: "Ora, aí vai uma menina com espírito natalício! Que bonito, tão querida." Nunca põem a hipótese de ser um casaco bloody.

Adiante. Passei pela secção de roupa de casa, a caminho do corredor dos produtos de higiene, e um senhor que tirava toalhas brancas de uma caixa grande e as atirava para o chão, ao mesmo tempo que gritava com a mulher ao telemóvel, dirige-se a mim:

- Oh menina, menina! Olhe aqui! - empunhava uma toalha verde na mão desta vez. - Olhe, menina, isto é verde-alface?

- Aaa... sim, acho que sim...

- Olha, melher, 'tá aqui uma menina que diz que é. ... Eu sei lá! ... Ela diz que é! ...

Se não for verde-alface acontece-me alguma coisa no futuro? Vêm atrás de mim? É que a senhora do outro lado do telefone parece perigosa.

- Olhe menina, obrigadinho hein? É que eu não sei o que é verde alface! ... O quê? ... Oh melher, eu já tenho uma, queres mais ou não? ...

Prossegui o meu caminho a pensar que as cores por vezes são subjectivas e lembrei-me das aulas de Patologia Geral, em que observava umas bolinhas ao microscópio e tinham várias cores e eu achava aquilo bonito. Tinha uma qualquer base científica por trás e o difícil mesmo era acertar na cor que o professor achava que era. Se eu classificava a bolinha como azul ele considerava incompleto porque era azul turquesa, mas se é para ir a esse nível, então permitam-me que discorde, porque aquilo era azul celeste.

Na secção da acetona procurava a mais baratucha e enquanto olhava para as várias acetonas à minha disposição com um ar entendido e concentrado, um senhor aproxima-se por trás e diz:

- Menina, desculpe, mas a menina... eu...

Era um senhor nos seus 40 anos e tinha um pacote de pensos higiénicos na mão. De todas as pessoas no supermercado, tinha de vir ter comigo, porque eu tenho um casaco vermelho.

- É que... a menina desculpe, mas pronto, a menina tem o período, não é?... é que não percebo nada disto...

Não sei como não me desmanchei a rir na cara dele. Fiz um esforço estóico, se calhar até estóico demais porque acho que consegui estar a falar com o senhor com a mesma cara, mas exactamente a mesma cara, com que avaliava as acetonas.

- Bom, eu... - comecei.

- É que é para a minha filha! - respondeu ele apressadamente, antes que eu pensasse que fosse ele próprio o utilizador - E ela, ela sai de casa com aqueles O.b.'s mas ela disse que em casa não usa isso e mandou-me comprar uns pensos e eu não percebo nada disto!... É que nunca comprei uns na vida...

Olhei com mais atenção para o pacote. Não conhecia a marca mas percebi que eram daqueles muito grossos, daqueles que nem se dobram na embalagem, tão grossos que são. Dizia à frente, em letras grossas, "noite tranquila".

- Olhe, estes realmente são dos que se usam para dormir, mas...

Fiquei indecisa... será que é apropriado ir com o senhor até à secção dos pensos higiénicos e dar-lhe uma palestra sobre as variedades, marcas e relação qualidade/preço dos ditos?

- É que há outras marcas, uns mais finos...

- São para dormir? Ora é isso mesmo! Olhe menina, muito obrigado, muito obrigado mesmo!

E foi-se embora feliz da vida, aliviado, sorridente. Missão cumprida.

Foi nesse momento que comecei a considerar seriamente envergar por carreira de apoio ao cliente em supermercados. Com certeza teria uma carreira de sucesso! Chegaria um nível tal que todos teriam respeito e admiração sem limites pela minha pessoa! Especialmente se a farda fosse vermelha.