
Recentemente tomei a liberdade de realizar uma incursão à Cidade Invicta deixando pelas costas o meu berço, a “Capital do Império”…
Na mala, a simples vontade de testemunhar a miragem do conhecimento, do saber e da paz… as viagens têm esse efeito…
Dia sim, dia sim, dia sim, durante uma semana, partilhei o mesmo espaço fechado com um colectivo de cerca de 200 pessoas, todas elas ilustres doutoras nas áreas da psicologia, medicina, direito e criminologia… uma amostra da melhor vindima do saber português!
Os temas foram vários, e cada espécime retirou daquele encontro as conclusões que quis (ou que foi capaz!), eu sem dúvida guardei religiosamente algumas… entre elas: os mitos têm a sua força!
Uma voz revelou-me que, apenas há algumas décadas, havia a crença de que, era possível de modo inequívoco determinar o sexo das crias que um casal concebia.
Dito assim não parece magnífico, nem tão pouco espantoso, no entanto esta técnica remonta a uma era na qual a manipulação genética não tinha lugar…
O segredo consistia numa prática simples (apesar de eu a considerar arriscada q.b!):
-Se o casal pretendesse que a sua descendência fosse máscula, o marido deveria atar o testículo esquerdo, deixando apenas fluir a seiva do testículo contrário, o direito (produtor inequívoco da masculinidade).
-Se caso contrário o casal pretendesse acolher no seio da sua família uma delicada fêmea, o marido deveria atar o testículo direito (com um qualquer baraço) a fim de deixar fluir apenas a seiva do testículo esquerdo (produtor da feminilidade).
Diz quem viveu nessa época que era um método eficaz e sensível…
Eu pergunto: Como raio tem um individuo uma relação sexual com um testículo embaraçado?